sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A arte de viver

Quem dera a vida fosse só arte
Tento fazer tudo virar arte
A arte de sorrir, a arte de ver, a arte de abraçar,
A arte de sentir, de compreender, a arte de ouvir
A arte de amar, de tolerar, de ser sincero,
De resolver..
Mas nem tudo é arte, sinceramente,
E às vezes é preciso um bocado de esforço para avançar,
Não é nem um pouco inspirador
E à primeira vista parece que vai “borrar”
Mas os traços tirados da dor talvez sejam os melhores
Talvez não sejam a pintura
Mas sejam a própria tela
Pois pra fazer pintura é preciso uma tela
E a tela vem do cortar a madeira
Transformar em armação
Tecer alguns fios com meticulosidade
E isso dá trabalho...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Meus sentimentos não são decretos, nem regras. São apenas sentimentos. Ao expressá-los, não quero influenciar ninguém e nem induzir o erro, mas quero apenas expressá-los.

O que é belo sempre será belo, mesmo que a gente se acostume.

Inunda minha alma

Eu sinto as coisas sendo mais reais ao meu redor quando me sinto livre pra amar você. Quando penso em você. É como um cheiro diferente que invade o ar, e as cores de tudo ao redor mudam e me fazem reacender o eu que sou lá dentro, quietinho, esperando por você. Você me amou com seu olhar tão doce e eu me senti imensamente amado, e querido, de forma que minha alma se apegou à sua e eu já não sei viver sem você. Você é minha canção e enche a minha vida, cala milímetro, cada segundo, e como é bom acordar e pensar em você.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sincera

O que dizer da catacrese que insulta a mandíbula estressada que fala tentando alcançar o nível de hierarquia adormecido pela constante soneira do favo de mel? Favo de mel que insta a retícula endoplasmática de verdade que sai do siso de pífaro tentando ser mais que instinto. Instintivamente sinto a serenidade tentando corroer a tentativa de ser sincero, mas ser sincero é atitude simples demais para a "dromedariedade" contrariada se de fato existe uma colocação formal para a eloquente forma de transigir a colméia estonteante da sirene. Ah, vida, envolvente em meu coração que me faz refletir, quero a serenidade da sinceridade de fato e não a complexidade do falatório intransigente da "pampúria" do medo e da colocação simulada da estonteante manipulação...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quem sou eu pra amar?

O que entendo sobre amar?
Quem sou eu pra dizer alguma coisa
Sobre esse verbo tão singular?

Amar é mais que ter sede, é mais que ter fome
É mais que ter frio e querer se esquentar
Amar é mais que sonhar, acordado ou deitado
Amar é mais que querer amar

Amar é um sonho possível, amar é se entregar
Amar é querer estar no outro lugar, é se colocar
No lugar do objeto do seu amar

Amar é abraçar com a alma
Amar é chorar
Amar é não ter limites pra amar

O que posso dizer sobre amar?
Que sou eu pra me expressar
Em palavras fúteis sobre o que é amar?

Não há o que falar sobre amar, há o que amar
Falar é demais, falar é filosofar
Quero amar, de verdade, na realidade
Sem ilusão, do jeito que me ensinaste amar
Do jeito simples e sincero de amar.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Eu disse...

Eu não disse que seria fácil
Também não disse que seria simples
Eu disse que você conseguiria
Que eu estaria com você todos os dias
Que eu te guiaria
Que te daria tudo que precisasse
Confie em mim
E não te estribes no teu próprio entendimento
Confie em mim
E escute a minha voz
A minha voz muda tudo em você
A minha voz te dá a direção
E em mim, você pode todas as coisas
Em mim, você é vencedor
Em mim sua vida tem um a razão,
Maior sou eu em você, do que o mundo
E a força do mundo em você.
Eu amo você.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Por que o amor...

Por que é que quando amamos, não falamos?
Temos medo de magoar? Ou de ser magoados?
Deixamos o aperto tomar conta do coração
E vemos o que queremos se indo, como um vento que vai

Por que é que quando amamos, não falamos?
Temos medo de errar?
Temos muitas referências de amores errados e deturpados?
O que é o amor, afinal?
Não é essa mera onda que muitos tentam surfar
Que morre na praia por ser do mar
Que não conhece a terra onde devo pisar
Terra firme, terra onde quero estar
Com esse amor, e ver a onda do mar
Ver o sol se pôr e saber que nada mais importa
Se eu souber amar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Árvore

Eu fui descendo como uma avalanche
Era uma ladeira tão grande
Então vi uma planta que começava a crescer
No meio da neve, no meio do nada
E eu segurei firme no seu ramo verde tão novinho
E como neve decidi derreter o gelo pra deixá-lo cair na terra
e regar a pobre planta que de pobre já não tem nada
Essa planta se tornou tão forte
Essa planta se tornou tão robusta
Esa planta hoje é meu sustento
E não mais desço a ladeira rolando
Tenho um lar sob minha árvore
Que reguei com muito carinho
Foi difícil, sim, foi.
Ma como valeu a pena!
Sombra no verão
Proteção no inverno
Comida a todo momento
Pássaros, e claro, uma linda visão.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

PISA

A corrida que pisa na água e faz a água espirrar
Molha todo mundo que está ao redor
A não ser que todo mundo se proteja,
Mas pra se proteger tem que prever
E como prever?
É preciso estar atento á bicicleta que vem pelo caminho
Na rua à beira da qual ando ou paro
E se for dia de chuva se proteger
Mesmo que não seja possível prever
Pois certamente, ou provavelmente
A corrida ou a roda causará o espirro
E a água é inevitável e inbloquável
E a dança precisa ser bem feita
Pra que cada passo forme um sentido
E não um espirro
E isso depende do chão em que se pisa...

AR

Se eu pisasse em cada folha que fica parada no ar
Parecendo parada pois na verdade cai
Eu com certeza aceleraria a gravidade que a força
Pois a minha gravidade se juntaria com a dela
Só se pode fazer coisas assim quando há um propósito
Pegar na mão algo que não pode escapar
É ser injusto e não cogitar - cogitar
Quantas coisas podem acontecer
Por que é impossível pisar em folhas soltas no ar
Elas estão a cair e eu estou a me levantar
Por isso é um contraponto
Da mera ventania, mais minha que do mundo
A ventania que vive dentro
E é causada pelo frasco de perfume
Se ele se quebra acontece um ruído
Mas o perfume é ar
É invisível e sobre ele eu posso andar
Pois ele é ar.

NAVEGAR

Peguei um barco no cais de madeira
E soltei a corda que o prendia na proa
O barco era muito peculiar, muito diferente
E eu me coloquei a remar
Parece até engraçado - me coloquei a remar
Há quanto tempo não se fala assim
O barco velejou ao som das ondas
Som? Mais som que movimento
E o som e o movimento são dois irmãos
Que coisa, ouvidos e sentidos
Eu senti chegar perto de uma longitude
Mas na verdade tudo é mar
Não existe longitude ou latitude desenhada
A não ser no mapa da sala
O mapa da vida real não tem traços ou o nome das cidades escrito
A não ser na mente
A não ser nas placas nas entradas das cidades
E no mar não existem placas.
Como anda sua mente?
Como andam seus referenciais?

By. JON