Eu fui descendo como uma avalanche
Era uma ladeira tão grande
Então vi uma planta que começava a crescer
No meio da neve, no meio do nada
E eu segurei firme no seu ramo verde tão novinho
E como neve decidi derreter o gelo pra deixá-lo cair na terra
e regar a pobre planta que de pobre já não tem nada
Essa planta se tornou tão forte
Essa planta se tornou tão robusta
Esa planta hoje é meu sustento
E não mais desço a ladeira rolando
Tenho um lar sob minha árvore
Que reguei com muito carinho
Foi difícil, sim, foi.
Ma como valeu a pena!
Sombra no verão
Proteção no inverno
Comida a todo momento
Pássaros, e claro, uma linda visão.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
PISA
A corrida que pisa na água e faz a água espirrar
Molha todo mundo que está ao redor
A não ser que todo mundo se proteja,
Mas pra se proteger tem que prever
E como prever?
É preciso estar atento á bicicleta que vem pelo caminho
Na rua à beira da qual ando ou paro
E se for dia de chuva se proteger
Mesmo que não seja possível prever
Pois certamente, ou provavelmente
A corrida ou a roda causará o espirro
E a água é inevitável e inbloquável
E a dança precisa ser bem feita
Pra que cada passo forme um sentido
E não um espirro
E isso depende do chão em que se pisa...
Molha todo mundo que está ao redor
A não ser que todo mundo se proteja,
Mas pra se proteger tem que prever
E como prever?
É preciso estar atento á bicicleta que vem pelo caminho
Na rua à beira da qual ando ou paro
E se for dia de chuva se proteger
Mesmo que não seja possível prever
Pois certamente, ou provavelmente
A corrida ou a roda causará o espirro
E a água é inevitável e inbloquável
E a dança precisa ser bem feita
Pra que cada passo forme um sentido
E não um espirro
E isso depende do chão em que se pisa...
AR
Se eu pisasse em cada folha que fica parada no ar
Parecendo parada pois na verdade cai
Eu com certeza aceleraria a gravidade que a força
Pois a minha gravidade se juntaria com a dela
Só se pode fazer coisas assim quando há um propósito
Pegar na mão algo que não pode escapar
É ser injusto e não cogitar - cogitar
Quantas coisas podem acontecer
Por que é impossível pisar em folhas soltas no ar
Elas estão a cair e eu estou a me levantar
Por isso é um contraponto
Da mera ventania, mais minha que do mundo
A ventania que vive dentro
E é causada pelo frasco de perfume
Se ele se quebra acontece um ruído
Mas o perfume é ar
É invisível e sobre ele eu posso andar
Pois ele é ar.
Parecendo parada pois na verdade cai
Eu com certeza aceleraria a gravidade que a força
Pois a minha gravidade se juntaria com a dela
Só se pode fazer coisas assim quando há um propósito
Pegar na mão algo que não pode escapar
É ser injusto e não cogitar - cogitar
Quantas coisas podem acontecer
Por que é impossível pisar em folhas soltas no ar
Elas estão a cair e eu estou a me levantar
Por isso é um contraponto
Da mera ventania, mais minha que do mundo
A ventania que vive dentro
E é causada pelo frasco de perfume
Se ele se quebra acontece um ruído
Mas o perfume é ar
É invisível e sobre ele eu posso andar
Pois ele é ar.
NAVEGAR
Peguei um barco no cais de madeira
E soltei a corda que o prendia na proa
O barco era muito peculiar, muito diferente
E eu me coloquei a remar
Parece até engraçado - me coloquei a remar
Há quanto tempo não se fala assim
O barco velejou ao som das ondas
Som? Mais som que movimento
E o som e o movimento são dois irmãos
Que coisa, ouvidos e sentidos
Eu senti chegar perto de uma longitude
Mas na verdade tudo é mar
Não existe longitude ou latitude desenhada
A não ser no mapa da sala
O mapa da vida real não tem traços ou o nome das cidades escrito
A não ser na mente
A não ser nas placas nas entradas das cidades
E no mar não existem placas.
Como anda sua mente?
Como andam seus referenciais?
By. JON
E soltei a corda que o prendia na proa
O barco era muito peculiar, muito diferente
E eu me coloquei a remar
Parece até engraçado - me coloquei a remar
Há quanto tempo não se fala assim
O barco velejou ao som das ondas
Som? Mais som que movimento
E o som e o movimento são dois irmãos
Que coisa, ouvidos e sentidos
Eu senti chegar perto de uma longitude
Mas na verdade tudo é mar
Não existe longitude ou latitude desenhada
A não ser no mapa da sala
O mapa da vida real não tem traços ou o nome das cidades escrito
A não ser na mente
A não ser nas placas nas entradas das cidades
E no mar não existem placas.
Como anda sua mente?
Como andam seus referenciais?
By. JON
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